sábado, 2 de janeiro de 2010

Natal, ano-novo e férias

Pois então, desde o dia 18/12 as crianças estão sem aula e eu ando meio doidinha. Mas, passadas as festas, parece-me que a minha cabeça está voltando ao lugar. Tanto que fiz o maior postão lá no ateliê, contando do garimpo que participei em dezembro, e cá estou eu escrevendo aqui. Estava devendo...

O Natal foi muito gostoso, na casa da Cris, minha tia. Apesar de todos estarmos sentino muita saudades da minha avó, nos divertimos, rimos, choramos de saudades um pouquinho, mas, acima de tudo, nos abraçamos e nos carinhamos bem bastante! As crianças ganharam um monte de presentes e participaram duma festa de Natal em família muito agradável. As fotos eu fico devendo, não tô achando minha câmera...

O Ano novo foi aqui em casa, com a Thaís, minha mãe, o Mac e um casal de amigos. Dançamos bastante com as crianças, a Mari estava muito fofa e feliz, dando feliz ano novo toda hora! Uma figura! Fizemos uma comida bem gostosa: risoto de alho poró, filé grelhado e salda verde. Além de um pudim de maria mole, que é o bicho! A Marcela também apareceu por aqui, e eu e minha mãe ficamos escolhendo músicas e dançando. Adorei!

Quando as festas acabam, me sinto um pouco aliviada. Um ano se acaba e um outro começa, uma nova chance para melhorar, um momento de avaliar o que fizemos, o que fomos, onde erramos... Sempre é tempo para isso na verdade, mas, com o encerramento de uma ano, temos um marco, é a oportunidade perfeita para esse tipo de avaliação.

O ano de 2009 para mim, foi um mix de emoções. Foi o ano em que perdi minha avó. Foi o ano em que foi desfeita minha sociedade com a Márcia no ateliê. Foi o ano em que eu decidi crescer profissionalmente, seja em que área for. Foi quando minha filha desembestou a falar. Foi um ano de crescimento emocional, de reestruturação do meu casamento. Foi um ano de aprendizado para o meu Gusta. Foi o ano em que recebi minha querida Paula Clarice aqui em casa. Foi o ano em que trabalhei na Filc. Enfim, foi um ano cheio de reviravoltas, algumas boas, outras ruins. Algumas tristes, outras alegres. Como todo ano é, na verdade. Parece que quando os anos acabam, nós apenas nos lembramos do que nele foi ruim, e queremos que ele acabe logo, cheios de esperança para o ano que vem. A esperança deve existir sempre, todos os dias, minuto a minuto. É preciso ter garra para viver, é preciso buscar, lutar, ir atrás. Nada nesta vida vem de graça (só pro FDP que ganhou a megasena de fim de ano....), o que vivemos é resultado da nossa luta - ou da falta dela. Por isso, chega de tilt, chega de nó na garganta. É hora de levantar a bunda da cadeira, deixar a fazendinha do facebook pra lá, e recomeçar a lutar!

Um beijo com amor,

Fer

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Drop's

* Mari quando quer alguma coisa fala quirica e não queria... Dá vontade de apertar até os zóinho pular!

* Guga anda treinando basquete feito um doido! Dia desses saiu lá na varanda, viu a bola e disse: Nossa! Ainda não treinei basquete hoje! E foi lá fazer algumas cestas.

* Mari se adaptou muito rapido na escola nova. Já tem um monte de amigos e com pouco mais de 1 mês desenbestou a falar. Acho que ela tomou a pílula do Dr. Caramujo...

* Fala que fala! Canta, conversa, lembra de coisas que nem eu lembrava! Diz por favor, obrigada.

O post acima, estava em rascunhos há muito tempo. Decidi publicá-lo para não perder estas informações.

domingo, 8 de novembro de 2009

Bom Mesmo

Dia desses recomprei dois livros do Luis Fernando Verrisimo: Comédias da Vida Privada e Novas Comédias da Vida Privada. E relendo essas fantásticas crônicas, encontrei essa. Pra mim, bom mesmo tem sido o minuto seguinte ao das crianças dormirem: silêncio, paz.

E pra você, o que é bom mesmo??

Bom Mesmo - Luis Fernando Verissimo

O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare, que só foi original porque foi o primeiro que disse isso. Muitas coisas distinguem uma fase da outra - a rigidez dos tecidos, o alcance e a elasticidade dos membros, a energia e o que se faz com ela -, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom - o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom mesmo.
Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
- Conversa. Bom mesmo é mãe.
Já um bebê de mais idade discordaria:
- Bom mesmo é papinha.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um peão bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos:
- Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.
Mas acho que, tirando-se uma média das opiniões de pré-adolescentes normais e brasileiros, se chegaria fatalmente à conclusão de que, nessa fase, bom mesmo, melhor do que tudo, melhor até do que fazer xixi na piscina, é passe de calcanhar que dá certo.Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher (no caso prima, que é parecido com mulher), mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à escola. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa:
- Bom mesmo é sexo!
Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências ("Pra mim é sexo em primeiro e romance policial em segundo, longe") serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que "bom mesmo" é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.
- Olha, bom mesmo é figada com queijo.
- Melhor do que sexo?
- Bem... Cada coisa na sua hora.
Há quem anuncie o que prefere mesmo como quem faz uma confissão há muito contida. Abre o jogo e o peito, e não importa que pensem que o sexo não lhe interessa mais.
- Pensem o que quiserem. Pra mim, bom mesmo é discurso de baiano.
E há casos patéticos. Tem uma crônica do Paulo Mendes Campos em que ele conta de um amigo que sofria de pressão alta e era obrigado a fazer uma dieta rigorosa. Certa vez, no meio de uma conversa animada de um grupo, durante a qual mantivera um silêncio triste, ele suspirou fundo e declarou:
- Vocês ficam aí dizendo que bom mesmo é mulher. Bom mesmo é sal!
Com a chamada idade madura, embora persista o consenso de que nada se iguala ao prazer, mesmo teórico, do sexo, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.
- Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom mesmo, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Promessa

Recebi esse e-mail do meu pai nesse fim de semana:

Assunto: promessa...

De: Claudio
Para: Fernada de Freitas Vaz Pupo

Anexo: Fe promessa 24-Jun-1988.pdf (81KB)

prometeu tem que cumprir...rsrsrs

bjs

Papen



Dei tanta risada! Fico imaginando ele me ditando isso.

domingo, 2 de agosto de 2009

Na madrugada

De madrugada, o Gu acorda e vai até o meu quarto. Deita ao meu lado e depois de um tempo diz:

- Mãe, quando eu jogar no Corinthians, o time vai ter 12 jogadores, né? E aí eu vou ter que comprar uma camisa número 12 pra mim!